O sol,
girassol,
borda um círculo
em torno do mundo.
Toca fundo,
repassa o brilho
e desce.
Então, a lua,
sedutora se insinua
e risonha, aparece.
Em volta
num manto noturno
ornado de estrelas
o sol adormece.
O ouro da noite
cintila em sonho
ilusão e prece.
Marilia Abduani
Sol e lua
sábado, 31 de outubro de 2009

Presente recebido de uma amiga.Letícia.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Para grande amiga, Marília Abduani.
Marília, Marília
É um som
Uma certa melodia
É pura poesia!
Marília,
Que do sonho conduz à realidade
E da realidade ao sonho...
Que lágrimas não vejo
E se existem, são diamantes.
Qual dor é a sua?
Ou onde ela se esconde?
Que não posso senti-la.
Apenas a poesia!
Marília, Marília...
Daí não sei se finge ou finjo
Se corre ou fujo
Se perto ou longe...
Quero ficar de você...
O eco da poetisa,
Por onde devo procurar?
Nem sei se quero encontrar...
Você, Marília,
Que não é de Dirceu,
Que não é Maria,
Mas, simplesmente,
Marília!
Simplesmente, poesia!
E agora, Marília?
E agora?
Que atrai e se espelha...
Se espalha e se entrega...
Marília, e agora?
Por quantas anda?Onde está?
Tão perto e tão longe...
Quais mãos a leram?
Quais olhos a tocaram?
Suas dores, (que não há)
São as minhas alegrias
São as deles também.
É poeta, poetisa, então finge
E ao fingir sente
Este vale de lágrimas.
Se é bíblica, não sei.
Se é literária,não sei
Se é profunda, eu sei.
Ou profana? Jamais!
Oh!, Marília,
Que pelo seu
me desfaço – ilha.
Mar – ilha!
Mar...ilha!
Ilha...Mar!Marília!
Eu viro e (des) viroEu faço e (des) farço
(não des-faço)
Mas você,
com seu mar,
Suas ondas a me golpear...
Minha farsa se (diz) farsa
E num instante de um traço
Nasce uma breve melodia:
Marília!
É mar...
Se é ilha...
É o fim da trilha!
É pura!
É bela!
É mar!
Não é ilha!
Apenas Marília!
Letícia Andreia 27/08/2003

Encanto
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Eu revejo a nosa história
nos becos e bares,
em tantos lugares,
nas tardes de sol.
Nas noites de chuva,
nu canto de rio,
o toque, o arrepio
por sob o lençol.
Eu revejo o nosso encanto
na aurora que encanta,
na flor que desponta,
no mundo a girar.
Na dança e poesia,
num brilho de lua,
e em mim, que fui tua,
te sinto pulsar.
Marilia Abduani

Flor da agonia
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Chove. Rompe a noite
onde o sol ardia.
Na manhã raiada,
a noite calada,
a flor da agonia.
Sonha a minha alma
o perdão desfeito,
o que foi perfeito
foi jogado ao vento.
Sopra agora o medo,
venta o meu segredo,
foi-se embora o tempo.
No lençol do dia
dorme a esperança,
a ternura mansa
ilusão e canto.
Hoje a estrada é triste,
hoje a noite insiste:
dor e desencanto.
Sofro o que não fiz,
tudo o que eu não quis,
o que não busquei.
Pelo vão da estrada
a saudade orvalha
prantos e migalhas
do que mais amei.
Letra: Marilia Abduani
Música : Marcus Viana

Rastros
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Estradas que longe levam
antes do dia raiar,
pelos caminhos que medram
ante os limites do mar.
Têm pedras, rios e amores,
solidão e ventania.
Arco-íris, sonhos, flores,
poeiras e calmarias.
Estradas que sempre levam
furacões e quietudes
pelos frescores do dia
soprando pela amplitude.
Longas estradas da vida,
por onde os amores vão.
Ficam os nosos rastros.
Estradas passarão.
Marilia Abduani

Adolescência
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Flore no caminho
rosas sem espinhos
rebrilhar do sol.
Estrelas transparentes,
borboletas, passarinhos,
arco-íris, girassol.
Árvore de esperança,
brincadeiras de criança,
mistérios do anoitecer.
Poesias, passos de dança,
desfios, alianças,
cantigas de adolescer.
Asas agitadas,
almas irisadas,
chuvas de verão.
Portas destrancadas,
as manhãs raiadas,
o mundo nas mãos.
Primavera renovada,
sonho, flor, amor, perdão.
Marilia Abduani

Monotonia
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Brancas nuvens
moinho sem vento,
folhas secas,
frio e lamento.
Verso impedido,
desesperança,
beijo partido,
passo sem dança.
Monótonos dias,
paisagem morta,
luar sem poesia,
futuro sem porta.
Capim sufocado,
trilha perdida,
desejo castrado,
estrela caída.
Monótona sombra
esquecida no breu,
asa quebrada,
o peito ateu.
Flor desfolhada
ao bafejo do vento
não mais floresceu.
Marilia Abduani

- Conflito
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
A vida é sempre um renovar constante
de primavera, sonho e sentimento.
É calor que se refaz a cada instante
é arte, som ,amor e movimento
É mar confuso, às vezes, calmaria,
onde o humano coração flutua.
e vai bordando, dentro em nós, melancolia
que nos redime, atraca e atenua.
A vida, no dorso do seu tempo,
estupra o nosso sonho e some ao vento,
ovula de seu ventre a nossa voz.
Vida baça, nos convoca e nos redime.
Sublima o tempo, nos salva e nos oprime
boceja e dorme: Hoje é ontem dentro em nós.
Poesia de Marilia Abduani - www.mariliaabduani.blogspot.com
Postado por Amilton Passos - www.amiltonpassos.com

Vagido
sábado, 12 de setembro de 2009
O hálito do vento
enche de frescor a tarde.
A multiplicação das flores,
a dança dos pássaros
atravessam a traqueia do dia.
A flecha do sol
atinge em cheio
os corações ressequidos.
O barro da desesperança
escorre feito um rio
e passa.
Fica apenas
o vagido do amor
ecoando na noite comovida,
quando a tarde cai.
Fica o ganido da emoção.
Fica exposta a poesia em varais
por onde o arco-íris desce.
Ao findar mais um dia,
a natureza silencia
e a vida agradece.
Marilia Abduani

Orgia
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Quando eu amo
é o teu amor que me faz dançar.
Se eu me dano
é só pra te clarear.
Minha música, meu olhar.
Quando a lua cai na rua e vem cantar,
vou pro sol, invento nova luz solar.
É teu corpo o meu abrigo secular.
Meu descanso pra eu dormir e pra eu sonhar.
Teu abraço força a barra da manhã,
nos teus braços sou amiga, sou irmã.
Estes mares, improvável sedução.
Mil altares nos umbrais do coração.
Teu silêncio é o que me dói, que me faz fria.
Tua ausência é dor de parto, é ardor, é orgia.
Marilia Abduani

Viajante
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Embarco nas asas do vento,
e voo
onde a vista não alcança.
Meus olhos de gaivota
gravam traços do caminho
meu coração passarinho
é livre e livre canta.
Desembarco da saudade
e pouso
borboleta na amplidão.
Meu olhar de viajante
recolhe a beleza do instante
e o prende entre os dedos da mão.
Marilia Abduani

Acordes
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Eu ainda te percebo
nas planícies orvalhadas
nas serenas madrugadas
nos campos verdes em flor.
nas estrelas reluzentes
sol e lua incandescentes
nas manhas doces do amor.
Eu ainda te percebo
nas histórias dos amantes
nos acordes delirantes
tua voz canta por mim.
Em meus sonhos reticentes
teus abraços envolventes
Saudade terna e sem fim.

Fera
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
A fera em mim
morde o teu orgulho,
rasga a tua verdade,
dissipa a tua prudência.
Faz e desfaz a tua vaidade,
o teu silêncio
e a tua calmaria.
Eu mastigo a tua serenidade,
o teu destino.
As minhas presas te contaminam,
veneno doce
em tuas veias.
A fera em mim é voraz.
Recolhe os teus pedaços,
atiça a tua melancolia.
e te engole inda mais uma vez.
Marilia Abduani

Amarras
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Vamos voltar ao começo
e inaugurar novo dia.
Livres das velhas amarras,
leves de tantos perigos,
soltos da dor que vicia.
O caminho que eu persigo
é voraz, radioativo,
mas é fértil em poesia.
Entorpecida, a saudade,
enfraquece, atenua.
Adormece entre mil fases
e a vida continua.
Marilia Abduani.

Alma
terça-feira, 1 de setembro de 2009
O dorso do tempo me convoca
a passeios diários
pelos umbrais do futuro.
Tateio o universo
estuprando a esperança
em transe.
Lentas e soltas
as estrelas dançam
sublimando a noite.
Ovula a minha ansiedade
no crepúsculo intocável
e bendito.
Hoje já é ontem.
No futuro incriado
o tempo engole a ternura primeiera
e o meu presente cochila
sobre antigas histórias.
O vento sopra.
A alma voa.
Boceja o ontem e desponta nova manhã
de ouro e prata
derramando luz em meu
exilado coração.
Marilia Abduani.

Limite
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
A morte ronda os meus olhos.
Susto... trauma...
No limite do corpo a saúde do espírito.
O soco no estômago,
O frio do escuro.
A noite eterna em meu dia
vicia
e alinha
o tédio ao sono
e o sono ao medo.
A morte ronda o meu corpo.
E anula
o afago,
a carícia,
a delícia de sabr-me flora,
a malícia de saber-me fauna
no cio.
A agonia
cria a espera do amanhã
nos vestígios do ontem,
tão bifurcado no hoje.
No anseio da entrega
absoluta e serena,
encontro-me viva
e dona só de mim e dos meus engasgos.
O trote,
a cilada,
a voraz emboscada que inaugura os sonhos,
antes do adormecer.
Lenda viva?
Acalanto?
Onde em mim pulsa o coração?
A morte ronda os meus passos.
Desfaço
o corpo da amente
e planto-me,
do fruto a semente
esquecida sobre o chão.
Meus passos passeiam luas
no breu da escuridão.
Marilia Abduani

- Revoada
sábado, 29 de agosto de 2009
Vou onde a vida leva
fugindo, às vezes de mim,
sonhos antigos carregam
as flores do meu jardim.
No portal do esquecimento
flores sofriam por mim.
Saudades, no mar navega
meu amor frágil e sem fim.
Sigo onde voa a alma
na boca, um beijo ateu.
O tempo goteja, acalma,
flecha de luz no breu.
Com o barro do esquecimento
moldei a minha antologia.
Emoção, passou o vento:
revoada de poesias.
Música: Marcus Viana
Poesia de Marilia Abduani - www.mariliaabduani.blogspot.com
Postado por Amilton Passos - www.amiltonpassos.com

Retrato
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Seu retrato-espelho do meu sono
no confronto enfraquecido do meu tempo.
No ferir do peito, a dor desse abandono
que comanda emoção e pensamento.
Que refaz no coração doce ferida
no silêncio da canção e da lembrança.
De uma essência que ensopou a nossa vida.
Estendida sob o sol, toda a esperança.
Quanto mais próximo o sonho mais é lenda
que se atrela à realidade, frágil prenda,
na saudadeque se achega- é o vento.
Como flores murchas, secas, vagam tristes,
Não há terno coração que não se renda
ao portal de amor e dor do esquecimento.
Marilia Abduani

Ausência
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
A dor amarga o sonho,
recolhe as lembranças,
decepa a esperança,
prenuncia a solidão.
Éramos o mesmo poema,
sacudíamos o mundo,
sem o tédio do descaminho,
o terror do desabrigo,
o medo da desesperança.
Éramos amor e luz.
Agora é noite.
Jaz o sol.
Cessou o cantar dos pássaros,
o soprar do vento.
A minha mão, gelada, toca o vazio.
A voz estéril da saudade dorme e acorda comigo,
enquanto o teu corpo ainda repousa em meus olhos.
Do fundo de tua ausência eu me edifico,
pálida rosa,
espalhando o teu perfume,
recebendo o teu orvalho doce, manso e silencioso.
Marilia Abduani.
À poetisa Jane Rossi.

Revoada
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Vou onde a vida leva
fugindo, às vezes de mim,
sonhos antigos carregam
as flores do meu jardim.
No portal do esquecimento
flores sofriam por mim.
Saudades, no mar navega
meu amor frágil e sem fim.
Sigo onde voa a alma
na boca, um beijo ateu.
O tempo goteja, acalma,
flecha de luz no breu.
Com o barro do esquecimento
moldei a minha antologia.
Emoção, passou o vento:
revoada de poesias.
Marilia Abduani

União
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
A mão
sozinha
não brinca,
não toca,
não produz nenhum som.
Mas, de repente,
se uma outra mão se aproxima,
e num compasso
lento e leve
tocar,
é som,
é música,é o som de uma mão
batendo em outra.
A mão
em par.
Marilia Abduani

Velha canção
terça-feira, 25 de agosto de 2009
O vento sopra no silêncio das varandas,
e o pensamento vai brincando de sonhar.
A vida passa, lembro o tempo das cirandas,
e das estrelas que eu insistia em contar.
Navega a vida num barquinho de brinquedo
que a enxurrada da idade carregou,
e o sabiá , que dedilhava em meu peito,
os sons que vinham lá do meu interior.
Vem a saudade, traz o gosto da infância.
Tantas lembranças, noites quentes, meu amor,
Eu sou o fruto, a raiz, velha criança,
que ainda acredita no milagre de uma flor.
E hoje, aqui, velha e cansada do caminho,
mãos calejadas pelo tanto que lutei,
ainda ouço as canções dos passarinhos
fazendo ninhos nos caminhos onde andei.
Vem a saudade,traz o pranto que consola,
minha viola vai espantando a solidão.
Eu sou um velho passarinho na gaiola
cantando sempre a mesma e velha canção.
Letra: Marilia Abduani
Música Marcus Viana

Passagem
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Voa a vida, pálida ou segura,
doce, amarga, leve ou não, o que isso importa?
um soprar de vento, um pulsar de brisa,
atravessa o novo sol que nos transporta
Resgatar a fé em Deus, a fé na vida,
preso o corpo, livre a alma que desliza.
O perdão, dentro de nós, se faz a porta.
O amor é esse universo de palavras
que se juntam e se derramam na amplidão.
É a força, a direção, a paisagem,
é o tempo, a poesia, a direção.
Voa a vida, como o vento leva os sonhos,
e depois, tão somente, paralisa,
adormece no jardim do coração.
Marilia Abduani

Ave noturna
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Ave noturna,sou vento que passa,
no doce bater das ondas do rio.
E, como o amor todo ódio embaça
meu corpo vai dando rasteira no frio.
Eu vou mandar esse choro pra longe
meu coração na candura do estio.
Sou como o tempo que passa e vou onde
meu corpo se esgota na força do cio.
Só levo a poeira da estrada que invento,
meu corpo me leva, pra onde eu não sei.
Coragem na mala, no peito um lamento,
Sou ave cigana, sou bicho sem lei.
Onde quer que eu ande, é só de passagem
seguindo o deserto meus pés baterão
em curvas, desvios, em nova paisagem
Eterna viagem, sinal de paixão.
Marilia Abduani

Leveza
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Livres as mãos sou vento.
No abandono do espírito, sou a leveza do voo.
Nasci da fonte, sou água serena e doce.
Caminho deixando rastros de estrelas.
Ou fogo?
Luzes nascem dos meus olhos
e criam formas nas paredes do coração.
Nesses instantes,
eu sinto que o mundo inteiro
desmaia
na palma da minha mão.
Marilia Abduani

Plantio
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Pela rua
deixo rastros.
Flores plásticas,
rosa estática
a deixar um perfume no ar.
Pálida, a lua,
se inflama e se agita.
E bem mais bonita,
desanda a brilhar.
A estrela cadente
saliente fica.
Cai, reluzente,
pra tudo enfeitar,
boneca de pano,
vestido de chita,
me faço bonita
querendo brincar.
Pela estrada
deixo traços.
cálido abraço,
sonhos mágicos
deixando um aviso a dizer:
Colha uma idéia
e solte-a, ao vento.
Ela há de dar frutos,
fartos sentimentos.
A voz da poesia
há de florescer.
Marilia Abduani

Desatino
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Inda tenho das planícies orvalhadas
o cheiro bom que me sufoca de prazer.
Inda carrego a escuridão da madrugada
da noite fria em que fiquei sem ter pra que.
Teu vulto acende a lamparina do meu medo.
Teu corpo é o leito onde se esconde o sonho meu.
Eu sei teu cheiro, teu perfume, teu tempero,
vou te buscando entre os umbrais de vários céus.
Inda tenho das montanhas reluzentes
a luz confusa que me faz estremecer.
Quero a difusa luz que nasce dos teus pelos.
Quero viver do teu abraço até morrer.
Teu sono acorda o meu cansaço em plena noite
eu sei, teu beijo é que incendeia a plantação.
Deixo meu sul pra te seguir por outros nortes
num desatino de morar na tua mão.
Marilia Abduani

Ponte
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Eu sou a semente e a poesia que borda e recria a luz do luar.
Sou parte da fauna, sou flora, sou vento e cascata, sou ave a voar.
Eu faço e desfaço o meu pranto
Meu canto te cura e te faz respirar.
Sou ponte, sou mar, cachoeira.
Sou sol, ribanceira, sou chuva a jorrar.
Desfaço as amarras e o pranto, semeio o meu canto pra ouvir teu cantar.
Meus olhos de mel e doçura são frutas maduras pro teu paladar.
Sou parte da tua verdade,
da tua saudade, dos sonhos em flor
Sou parte da tua esperança,
eterna criança, seu frio e calor.
Recolho os entulhos do vento, exalo um lamento a te surpreender.
Portal refletindo os meus olhos,
meu riso acalma a saudade a doer.
Sou parte do rio que foge pras bandas do norte
e deságua no mar.
Sou carne, sou bicho, sou gente,
sou garras e dentes, cigarra a cantar.
Marilia Abduani-Letra
Marcus Viana-Música

Tara
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Debaixo dos lençóis os corpos quentes
mas um grande abismo nos separa.
Coração- portal do corpo-amor e mente
confundem-se ao som da nossa tara.
E vai ficando indecente a minha cara
nas paredes invisíveis da loucura.
São dois corpos, um deles não tem freio
e atiça, treme, goza e sae tortura.
Somos dois corações na mesma cama
se um para, o outro se derrama,
e se espalha no colchão, triste e incerto.
Debaixo dos lençóis os nossos gritos
no orgasmo irracional e irrestrito.
Depois ca cama, o resto é só deserto.
Marilia Abduani

Evidências
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
São outras evidências que eu procuro
um salto indiável obre o muro
um grito ao vento, berro que estilhaça.
O espelho redescobre o meu assombro.
O peso do mundo sobre os ombros,
o tiro a esmo entrecortando a praça.
São outras evidências que eu componho
a mão que apaga a luz acende o sonho,
na exatidão do gesto de carinho.
O eco do meu passo imaginário,
exala, sem nenhum itinerário
na fonte do deserto em meu caminho.
São tantas evidências que eu persigo.
Meu corpo vai seguindo , a sós, comigo
suspenso num silêncio quase audível.
Que eu sinto em minha pele a eternidade.
Que a vida pulse em mim a liberdade,
seara de poesia indivisível
Marilia Abduani

Claras Minas
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Raia o sol, enquanto a lua dorme,
vem, saudade, que ainda estou de pé.
Rompe o dia, mais uma noite morre.
Vem, poesia, faça o que quiser
Clareou, outra emoção que nasce.
Nova estrada, velhas direções.
Esperança, nova fé renasce
nos quintais de tantos corações.
Pé na vida, sigo em frente.
Cada dia uma paixão.
Fé na luta, simplesmente
a riscar meu coração.
Claras minas das gerais que eu amo
água clara, cana, enxada e amor.
É o café, o feijão que vão brotando
pelas mãos desse trabalhador.
Meu suor molhando o leito
dessa terra em aflição.
As sementes do meu peito
se derramam pelo chão.
Cai o sol, a lua vem chegando
sono e frio, quero o teu calor.
Descansar meu coração sangrando
nas estrelas do teu céu de amor.
Mão na mão, vou sem receio
apertar teu corpo em mim.
E fartar-me em teus anseios
num amor que não tem fim.
Letra: Marilia Abduani
Música: Marcus Viana

Lua de Pranto
quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Faro
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Os finos dedos do tempo
apertam
todo frágil sentimento
que desponta da emoção.
Um rastro de amor goteja
do telhado da esperança.
Vista nenhuma alcança.
Segue em qualquer direção.

Avesso
terça-feira, 18 de agosto de 2009

Andança
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Para onde me leva o vento?
Pelos distantes países,
espalha velhas raízes
do coração velho e só.
Para as entranhas da sorte,
lá para as bandas do norte,
estradas de pedra e pó.
Para onde me leva o tempo?
Para oásis distantes,
para campos verdejantes,
para o futuro? Não sei.
O sonho conduz meu passo.
Saudade - um fino traço
de tudo que mais amei.
Marilia Abduani.

- Caminhos
domingo, 16 de agosto de 2009
Por tantas estradas
meu canto me guia.
Sereia na noite
vertendo poesia.
Sou anjo, sou fera
razão, sentimento.
Sou rio, cascata
de brisa e de vento.
Por tantos caminhos
meu barco navega.
Meu sonho descansa
saudade me leva.
Marilia Abduani

Semeadura
sábado, 15 de agosto de 2009

Coração menino
sábado, 15 de agosto de 2009

Antes que seja tarde
sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Metade
quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Enquanto o amor não vem
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Enquanto o amor não vem
abro as janelas,
desfaço nós,
arrumo salas e quartos,
pinto paredes,
renovo flores,
e deixo o sol entrar, tímido, manso, quente.
Enquanto o amor não vem
brinco com pássaros,
desenho nas paredes a
história dos amante,
organizo os sonhos,
fabrico poemas.
Quando o amor chegar,
estarei livre,
pronta,
a alma nas pontas dos dedos,
cruzando abismos,
poetizando o nosso caso.
Coração equilibrando-se no arame do sentimento.
Quando o amor chegar
estarei com asas,
e irei até onde soprar o vento.
Marilia Abduani.

Capim novo
quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Agora é tarde
segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Alma
sábado, 8 de agosto de 2009

Estrela cadente
sábado, 8 de agosto de 2009
Caiu uma estrela cadente,
fiz um pedido no instante.
Coração ficou silente
dentro do peito amante.
E eu fui seguindo o seu rastro,
o meu corpo iluminado
pela luz que vinha dela,
meu caminho resguardado.
Estrela, cadente estrela,
bebo a luz do teu clarão.
De longe, inda posso vê-la
luzir em meu coração.
Marilia Abduani

Espaço
sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Enigma
quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Bicho
quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Esperança
quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Em mim
quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Antologia
quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Presentes
terça-feira, 4 de agosto de 2009

Memorando
domingo, 2 de agosto de 2009

Anonimato
domingo, 2 de agosto de 2009

Ave de Arribação.
domingo, 2 de agosto de 2009
Canto pelo peito aberto,
por mim, por nós dois.
Pela ansiedade e deserto
que veio depois.
Canto pela luz do dia
que vicia a solidão.
Oela luz que me alumia
e clareia a escuridão.
Canto pela nossa valsa
tão falsa, tão vil.
Canto pelo nosso amor,
tão primeiro de abril.
Canto por tantas amarras,
tantos gritos, tantos nós.
Enforcando o que foi terno
e calando a nossa voz.

Lorena
domingo, 2 de agosto de 2009

Profecia
domingo, 2 de agosto de 2009

Luz.
domingo, 2 de agosto de 2009

Espanto
domingo, 2 de agosto de 2009

Tempo
sábado, 1 de agosto de 2009
Tempo que passa
amor que é viagem.
Alma voa,
contorna a paisagem.
Núvens e névoas
céu de cimento

Espelho
sábado, 1 de agosto de 2009
Seu espelho, retrato em meu sono,
na moldura envelhecida do meu tempo.
No ferir do peito, a dor deste abandono,
que comanda emoção e pensamento.
Que refaz no coração - doce ferida,
no silêncio, na canção e na lembrança.
de uma essência que ensopou a nossa vida.
Estendida sob o sol toda esperança.
Quanto mais próximo o sonho mais é lenda,
que se atrela à realidade, frágil prenda,
da saudade que se achega - é o vento.
Como flores murchas, secas, vagam tristes.
Não há terno coração que não se renda
ao portal de amor e dor do esquecimento.
Marilia Abduani

Retrato
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Teus olhos - retrato do meu sono,
no espelho enfraquecido do meu tempo.
No ferir do peito, a flor deste abandono,
que comanda a emoção e o pensamento.
Que refaz no coração doce ferida,
no silêncio de canções e de lembrança.
De uma essencia que ensopou a nossa vida

Berço e jardim
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Desponta, de vez, na saudade,
no seio da tarde, num canto de mar.
Qualquer primavera que seja,
que Deus nos proteja da calma do mar.
Quem sabe eu te encontro num raio,
nas flores de maio, qualquer coisa assim,
Sentir tua pele morena, vai valer a pena,
volta pra mim.

Anúncio do dia
quinta-feira, 30 de julho de 2009
O cigarro apagou
uma estrela queimou
e chorou quem sorria.
Quando a vida girou
quando o tempo passou
tão veloz, quem diria.
Mas , se o galo cantar,
e se o mundo acordar
na perfeita poesia.
E se a calma do mar
nos fizer respirar
na voraz calmaria,
Letra: Marilia Abduani
Música: Marcus Viana

Banquete
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Ergui uma taça ao vento
brindei a chegada do dia.
Alinhei meus pensamentos,
mesa farta de alegria.
Comprei flores, luz de vela,
pano branco sobre a mesa.
Fiz convite especial:
Achegue-se, Mãe Natureza.
O banquete foi servido
Quem quiser, é só chegar.
Alimente o seu espírito,
A poesia está no ar.
Fartem-se, sonho e rima,
versos, sonetos, canções.
vinho branco da esperança
aquecendo os corações.
Sirvam-se, a casa é nossa,
e me façam companhia.
é toda uma vida em festa
no banquete de poesia
Marilia Abduani

Tecelã
terça-feira, 21 de julho de 2009

Vagido
terça-feira, 21 de julho de 2009

Plantio
segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ave cigana
segunda-feira, 20 de julho de 2009

Pergaminho
segunda-feira, 20 de julho de 2009

Leva-me embora.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Leva-me embora contigo
para um caminho novo ou mesmo antigo,
leva-me embora contigo.
Deixa-me andar em teus rastros,
e perder-me em teus fracassos.
Ensinar-te a crer nos vivos.
Eu te prendo em nenhum laço.
Te livrarei das serpentes,
da fúria dos deuses, dos mares.
Te entregarei totalmente
a ti mesmo e a teus andares.
O porão desse meu corpo
sendo a tua liberdade.
Eu serei a sombra tua
sumindo no fim da tarde.
Não haverá medo ou luta
nessa inteira doação.
Passarei só com o meu vulto
e meu terno coração.
Leva-me contigo agora.
Não cobrarei tempo, hora.
Leva-me contigo agora.
Assim, só serei calmaria,
e nunca serei prisão.
Leva-me, serei companhia
nada mais, em tua mão.
Marilia Abduani

Canção
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Calmaria
que se espalha
vira vento
na amplidão.
Tudo é pouco
e passa breve.
Tudo é louco,
é só canção.
Ventania
que se inventa
que se aguenta
sem razão.
Passos largos,
dor perdida,
repartida
escuridão.
São tão triste,
canto pouco,
mundo rouco,
sigo só.
Alegria
foi-se embora
meu caminho,
terra, pó.
Mas , bem dentro,
a dor resiste,
não desiste
essa esperança.
Vivo pouco,
pelas sombras.
Pelo nada
faço o chão.
Marilia Abduani

Lembrança
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Lembrarás , certo dia, de uma
parte de vida desintegrada.,
de um abraço sonhado a esmo.
Lembrarás de um sorriso
que partiu-se em versos,
só para ter-te em segredo.
Pensarás também em mim, alma tonta,
e de uma alegria inventada
só pelo teu canto.
De um coração repartido
para entregar-te a metade.
E de meu corpo perdido
em tua inconstante saudade.
Marilia Abduani

Por teu amor
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Por teu amor eu semei o vento
só pra provar à minha alma pura
que nem a distância é mais que esse momento
em que meu corpo todo te procura.
Por teu sorriso inda tremo, inda ardo,
me desentendo, me engano, me esqueço.
Que nem percebo teu sangue em meu fardo
numa fadiga que eu morro, adormeço.
Terei da angústia os destroços incertos
e da da alegria a visão de desertos,
por tua ausência a canção se desfaz.
Terei somente na vinda do dia
a névoa branda da melancolia
na audição do silêncio ondes estás.
Marilia Abduani

Conflito
quinta-feira, 16 de julho de 2009
A vida é sempre um renovar constante
de primavera, sonho e sentimento.
É calor que se refaz a cada instante
é arte, som ,amor e movimento
É mar confuso, às vezes, calmaria,
onde o humano coração flutua.
e vai bordando ,dentro em nós, melancolia
que nos redime, atraca e atenua.
A vida, no dorso do seu tempo,
estupra o nosso sonho e some ao vento,
ovula de seu ventre a nossa voz.
Vida baça, nos convoca e nos redime.
Sublima o tempo,nos salva e nos oprime
boceja e dorme: Hoje é ontem dentro em nós.
Marilia Abduani

Olhos de mar
quarta-feira, 15 de julho de 2009
no claro dos teus
teus olhos de vento
de pranto, de adeus.
Ó olhos de mar.
Há um pote de ouro
no fim do arco-íris
que é o teu olhar.
Marilia Abduani

Caminhos.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Por tantas estradas
meu canto me guia.
Sereia na noite
vertendo poesia.
Sou anjo, sou fera
razão, sentimento.
Sou rio, cascata
de brisa e de vento.
Por tantos caminhos
meu barco navega.
Meu sonho descansa
saudade me leva.
Marilia Abduani

Lá de onde eu venho
sábado, 11 de julho de 2009
Faço a minha casa de palha,
quero a luz de um lampião.
Lá no lugar de onde eu venho
qualquer animal faz canção.
Quero a chuva, quero o mato
e na grama adormecer.
Lá no lugar de onde eu venho
nada é preciso esconder.
Se quero comer, pesco um peixe
ou vou à horta colher.
Lá no lugar de onde eu venho
é tão fácil sobreviver.
Meu violão, sem repouso,
vai cantar pro mundo ouvir.
Lá no lugar de onde eu venho
nem é preciso dormir.

Apresentação
sexta-feira, 10 de julho de 2009

- Desejo
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Jamais calcularia que tinhas o sol nas mãos,
ou que teus olhos fossem vento
soprando tua claridade para acalmar
e diminuir toda tristeza.
Teu corpo, luz e emoção, adivinham madrugadas.
A estrela maior, que brilha em tuas mãos,
retrata uma calmaria que eu nem sei se tens ,mas que entregas
com cuidado, entregas.
Inclino-me sobre teus sonhos. Teus sonhos são caminhos
definitivos onde começa o desejo e explode o orgasmo.
Sei que a noite hoje é mais clara
e a manhã é como um campo onde vai chover.
No céu, pássaros anunciam o dia.
Eu sou só uma sombra ao redor de tua fortaleza.
É lição tua viver muito, sofrer pouco.
E assim em ti eu me debruço para entrar em teu corpo
intocável e secreto
onde começa o prazer através do calor silencioso.
Marilia Abduani

Maria
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Maria de suas ruas
de becos, vilas, esquinas.
Maria de tantas luas,
jovens, velhas, pequeninas.
Maria, menina inocente,
carente, amante, mulher.
Tão secretas, tão demente,
Tão firmes em toda fé.
Maria, amor e desejo,
magia, esperança, calor.
A boca pedindo beijo,
o corpo implorando amor.
Dispersa, frágil, sombria
ata e desata o destino.
Serena melancolia,
translúcido desatino.
Baça lua, sol da tarde,
Tateia a noite, sem nexo.
Em seu peito ovula e arde
a ternura do seu sexo.
Somos todas tão Marias
alegria, força, paixão.
Nas entrelinhas da aurora
juntas num só coração.
Traçando alguma poesia
na palma da nossa mão.
Letra:Marilia Abduani
Música Marcus Viana

Sedução
quarta-feira, 8 de julho de 2009

Anúncio
terça-feira, 7 de julho de 2009
A voragem do tempo engole o coração, a essência.
O vento da tarde
espalha por sobre os campos
lendas e sonhos.
Só quem se dispõe a descobrir estrelas em noite sem lua
sabe a força do sol.
Sol e lua: tão opostos e tão próximos.
O sofrimento traz o esvoaçar de flores e o surgimento de espinhos.
A dor ceifa a primavera.
Mas as noites vêm e vão.
Abre-se a porta do dia.
E, quando a manhã renasce,
o mormaço fica longe
e um vento sopra novamente
canções de anúncios de tempo bom.

Duplicidade
terça-feira, 7 de julho de 2009

Insônia
segunda-feira, 6 de julho de 2009

Florescência.
segunda-feira, 6 de julho de 2009

Insônia.
domingo, 5 de julho de 2009
Suspensa no espaço,
a nossa história interminável
atravessa madrugada.

Dívida
domingo, 5 de julho de 2009
Eu te devo inda um segredo, um beijo quente,
e um desejo pendurado em meus lençóis.
Eu te devo uma emboscada, uma corrente
que te prende, que te enlaça, mas não dói.
Eu te devo ainda uma névoa de poesia
e uma luz, plena e primeira de alegria,
eu te devo o mesmo engano e o mesmo amor.

Labirinto
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Sempre que fito meu rosto em teus erros
e o teu perfume em minha dor se exala
E na audição da minha voz em teus berros
a minha voz se mistura à tua fala.
Uma de mim te acompanha atenta
a outra te perde ante os limites rasos
e terceira nos une e nos separa.

Eu e você
sexta-feira, 3 de julho de 2009
É esta saudade doente que vem me roubando o sono,
Você, que antes, era o motivo
para eu saber sair do abandono.
Eu, que vivia de sonhos, navegando na ilusão,
E você, que não trouxe a surpresa, e você, que não trouxe o perdão.
Eu fazia tantos planos, que hoje, imersos, estão jogados,
você era o mais bonito dos meus sonhos acordados.
O que me mata é esta ilusão, quase guerra,
entre os meus olhos e os teus.
Esta paixão que se encerra
entre as estradas do adeus.
Eu e você, que mudança,
só ficou desilusão.
Se ao menos o tempo passado
aceitasse devolução.

Aviso
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Ainda é tempo, foge que sou vazia.
Se não abraço a alegria, tudo em mim é solidão.
Só sinto cansaço imenso, sinto a boca muito fria,
já não guardo fantasias, guardo apenas maldição.
Ainda há tempo, foge de um rumo incerto.
Meu sono é um constante deserto de invalidez e de mar.
Sou apenas um navio que não tem o rumo certo
e , que em mares tão diversos, vai, sem forças, se entregar.

Apatia
segunda-feira, 29 de junho de 2009

Um dia...
sábado, 27 de junho de 2009

Oceano
sexta-feira, 26 de junho de 2009

Névoa
sexta-feira, 26 de junho de 2009

Canto novo
quinta-feira, 25 de junho de 2009

Reflexo
quinta-feira, 25 de junho de 2009

Depoimento
quarta-feira, 24 de junho de 2009

Exaustão
terça-feira, 23 de junho de 2009
O sol, lunático, nos atenua,
nossa ferida, nossa rosa nua,
nosso inimigo, nossa mesma guerra.
A nossa ausência,nosso grão de milho.
A nossa crença, o nosso estribilho,
o que se pensa que acerta e o que se erra.

Por nós
terça-feira, 23 de junho de 2009

Poço fundo
segunda-feira, 22 de junho de 2009

Recado
domingo, 21 de junho de 2009
Não me chegue de repente,
sem que eu controle essa mente.
Meu amor, mande um recado
no bico de um passarinho.
No correio do caminho
teu beijo ficou selado.

Vou voltar.
domingo, 21 de junho de 2009

Saudade
domingo, 21 de junho de 2009

Lua
quinta-feira, 18 de junho de 2009

Esperança
quinta-feira, 18 de junho de 2009

Ciúme.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
