A saudade me tolda
e para espantar o breu
abro a janela da esperança
que a noite longa escondeu.
Sulcos noturnos me molham
ninbam os meus olhos ateus.
O tempo come as molduras
da tua imagem bordada
na parede da lembrança
dissoluta madrugada.
O pensamento divaga
sonha uma vida apaziguada.
MARILIA ABDUANI
GUARDIÃ
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
GUARDIÃ
Hipnógenos olhos de labaredas
pairam sobre o céu de cinza
e cobrem a terra e o mar.
... Anjos de asas quebradas
são os sonhos de agora
na vastidão do mundo.
Procuro dentro da eterna noite
as estrelas que douram a alma e colorem as flores.
A Lua guardiã conduz os passos da madrugada
e escrevem lendas.
Quisera eu segurar a mão da alegria
e, com as pontas dos dedos,
tocar em mim mesma o mais íntimo sentimento.
Quisera criar a rima mais rara,
a canção mais exata, nos sustenidos da memória.
Quisera em minha vida a sensualidade da rosa,
a cumplicidade das borboletas,
o ofício das abelhas que beijam as flores e devolvem o mel.
Assim, da cascata da manhã,
eu, cúmplice da vida,
renovadamante sentiria o pulsar das veias,
descansaria no colo da minha mãe
e renasceria do ventre da paz.
Marilia Abduani
Hipnógenos olhos de labaredas
pairam sobre o céu de cinza
e cobrem a terra e o mar.
... Anjos de asas quebradas
são os sonhos de agora
na vastidão do mundo.
Procuro dentro da eterna noite
as estrelas que douram a alma e colorem as flores.
A Lua guardiã conduz os passos da madrugada
e escrevem lendas.
Quisera eu segurar a mão da alegria
e, com as pontas dos dedos,
tocar em mim mesma o mais íntimo sentimento.
Quisera criar a rima mais rara,
a canção mais exata, nos sustenidos da memória.
Quisera em minha vida a sensualidade da rosa,
a cumplicidade das borboletas,
o ofício das abelhas que beijam as flores e devolvem o mel.
Assim, da cascata da manhã,
eu, cúmplice da vida,
renovadamante sentiria o pulsar das veias,
descansaria no colo da minha mãe
e renasceria do ventre da paz.
Marilia Abduani
DESENCANTO
sábado, 10 de dezembro de 2011
O pranto comeu as lembranças
o vento varreu a beleza.
O silêncio é estrela cadente
nos braços da correnteza.
Meu choro de água quente
buscando em tua nascente
desencantar a tristeza.
Descanso os olhos cansados
na luz etérea do vento.
Liberto os medos guardados
no bojo do pensamento.
Um coração de menino
num corpo já sem destino,
no gelo do esquecimento.
( Resta um suspiro profundo
ante o desejo infecundo
do gozo sem sofrimento. )
MARILIA ABDUANI
SOMBRA
Fui ferida por mim mesma
num instante de loucura.
Meu corpo perdeu a vigília
da minha emoção mais pura.
Cacos de vidro nos olhos,
estilhaços em meu dia.
A fúria de quem não sente
o beijo da calmaria.
Fiz de mim o meu algoz,
o peito vivo,fremente.
A boca seca, sem beijos,
a ansiedade demente.
Meus ossos esbranquiçados
nem sentem frio ou saudade.
Eu enfrento garras e dentes.
Me falta qualquer coragem.
Eu sou o meu próprio inimigo,
a alma turva, cansada.
Solidão é o meu castigo,
meu pranto é luz apagada.
O abraço sem esperança,
memória fraca e cansada.
Passos inertes, sem dança,
Sou quase sombra. Mais nada!
Marilia Abduani
novo dia
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
SERENO DOCE NA ESPERA
DA VINDA DE UM NOVO DIA.
RENOVADA A PRIMAVERA
EM FLORES SE ANUNCIA.
O SOL PREGUIÇOSO ESPREITA
O VERDE QUE SE DERRAMA.
A FLAUTA DOCE DO VENTO
É O SOPRO DE QUEM SE AMA.
OS PASSOS DA NATUREZA
CAMINHAM E DEIXAM PRA TRÁS
O TEMPO QUE VAI-SE EMBORA
E A LUZ QUE NÃO BRILHA MAIS.
O FIO DE OURO E PRATA
QUE CONDUZ A ESTRELA GUIA
VESTE A NUDEZ DA MATA
E TODA A MANHÃ PRINCIPIA
VOA O MEU SONHO E ATRAVESSA
A ESTREITA PONTE DA VIDA.
É QUANDO O AMOR SE EMPRESTA
E ENCHE DE LUZ A VIDA
MARILIA ABDUANI
TOLDO
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
TOLDO
Uma chuva me tolda
Bela e perecível, a noite abre os olhos
e procura por uma estrela
... para espantar o breu.
A noite é longa,mas não chega a ser triste.
Seivoso como as gotas que desmaiam,
o vento é carícia.
O coração bate desarmado
por todas as coisas que se vão na enxurrada,coisas que jamais terei.
Deixo a chuva molhar os meus olhos,
antídoto contra a dor de viver.
Marilia Abduan 20:59
02/12/2011
Uma chuva me tolda
Bela e perecível, a noite abre os olhos
e procura por uma estrela
... para espantar o breu.
A noite é longa,mas não chega a ser triste.
Seivoso como as gotas que desmaiam,
o vento é carícia.
O coração bate desarmado
por todas as coisas que se vão na enxurrada,coisas que jamais terei.
Deixo a chuva molhar os meus olhos,
antídoto contra a dor de viver.
Marilia Abduan 20:59
02/12/2011
MINAS
AVE VOA E CANTA
NO SERTÃO DAS GERAIS
VIVA A ALMA QUE CANTA
SENTIMENTOS IGUAIS
UMA LUZ DOURA O MUNDO
... BORDA EM OURO O AR
AS MONTANHAS, OS MONTES,
ENTERNECEM O OLHAR.
MINAS, CICLO DO SOL,
GUARDA TODA A PAISAGEM.
MINAS,SULCOS PROFUNDOS,
RIMA,SOM E CORAGEM.
MINAS SOMA OS SEUS CHEIROS
E BORDA PALCOS EM FLOR
É TÃO BOM SER MINEIRO
MINAS,TERRA DE AMOR.
MARILIA ABDUANI
MÚSICA: HERMAM
NO SERTÃO DAS GERAIS
VIVA A ALMA QUE CANTA
SENTIMENTOS IGUAIS
UMA LUZ DOURA O MUNDO
... BORDA EM OURO O AR
AS MONTANHAS, OS MONTES,
ENTERNECEM O OLHAR.
MINAS, CICLO DO SOL,
GUARDA TODA A PAISAGEM.
MINAS,SULCOS PROFUNDOS,
RIMA,SOM E CORAGEM.
MINAS SOMA OS SEUS CHEIROS
E BORDA PALCOS EM FLOR
É TÃO BOM SER MINEIRO
MINAS,TERRA DE AMOR.
MARILIA ABDUANI
MÚSICA: HERMAM
domingo, 20 de novembro de 2011
OLHAR
Carrego em meu lombo
as marcas transparentes de um tempo perdido no tempo.
Jaz em mim a esperança,
a aliança entrelaçada do pranto
que canto
para espanto do meu sonhar.
Carrego a vida nas costas
vou aonde a vista alcançar.
Marilia Abduani
MALÍCIA
sábado, 1 de outubro de 2011
O SOL PASSEIA O DIA
A LUA ABRAÇA A NOITE,
O VENTO ASSOBIA CANÇÕES
ENQUANTO SUSSURRA O TEMPO.
A PRIMAVERA DESPE O OUTONO
E SE ENGRAVIDA DE FLORES.
O MAR SE ENTREGA INTEIRO
À AQUARELA DO SOL.
e TODA A VIDA SE ENCANTA:
MALÍCIA E SEDUÇÃO,
DOCE SENTIMENTO.
MARILIA ABDUANI
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